sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vontade de dançar

Dançar é uma compulsão



Mexer o corpo ao som de uma melodia, instrumento ou marcação de um ritmo por palmas, é em vários momentos para muitas pessoas algo quase inevitável. O corpo necessita de movimentos e a música ou o som ritmado, estimula fortemente para o que chamamos de dança corporal. Não é um privilégio de dançarinos esse impulso ao movimento associado à música, podemos presenciar isso na maioria dos seres humanos desde a mais tenra idade. Uma música ou batuque ecoa nos corpos em filas de mercados, através de um suave balanço que se inicia em muitas pessoas presentes. Às vezes, é só um movimento de cabeça ritmado, mas é quase involuntário, acontece. Mesmo quando sentados, nos pegamos batendo os pés, batucando em uma mesa ou sacudindo o tronco. Fato: todo corpo dança ou deseja dançar. O movimento corporal passa a ser uma resposta ao estímulo sonoro e a dança se revela sutil ou marcante, vai depender do grau de inibição, do ambiente e do momento, a intensidade com que ela se manifesta. Para os que se entregaram totalmente à arte de dançar, ela é parte indivisível de suas almas e o que pode parecer mera compulsão é a comunicação de sensações, de  emoções  ou de algo que não é possível ser dito de outra forma. É uma necessidade que só os que dançam conseguem entender. Dança é expressão, é revelação de vida e é terapia sim senhor.


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