quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Yoga nas escolas pode ajudar na concentração dos alunos

O Yoga é capaz de quebrar a rotina nas escola

O Colégio Miró incluiu o yoga na grade do turno integral - Foto: Fernando Vivas | Ag. A TARDE | 21.09.2011



Uma forma inovadora de introduzir a prática dessas atividades no universo infantil é inserindo-a nas propostas extra-curriculares da instituição de ensino.

Simples movimentos e exercícios de respiração podem ser facilmente inseridos em sala de aula, diversificando a rotina. Podem ser feitos com regularidade, ou de acordo com a necessidade. O estresse em crianças se manifesta por fadiga, desorientação e excitação. A prática, então, seria uma excelente ferramenta para gerenciar os estados mentais.
A professora Daniela Novaes, que há um ano mantém o blog Respire, afirmou que a prática é muito eficaz para que o jovem fique mais seguro.
"A partir de um trabalho feito com a mente é possível se sentir melhor diante da vida e, assim, ganhar confiança", afirmou.

Nas escolas

Foi buscando uma melhora em alguns pontos como foco e disposição que o "Centro de Apoio O Visconde", em São Paulo, passou a oferecer aulas de yoga para os jovens.
Segundo a diretora da creche, Paula Boralli, as aulas acontecem durante toda a semana e foi aceita facilmente pelos alunos.

"Todos adoram fazer parte das aulas. As crianças estão mais calmas e focadas nas atividades, melhoraram a postura e brigam menos entre si", contou.

Benefícios

O Yoga consegue deixar as crianças mais centradas com suas tarefas e mais calmas, além de fazer com que adquiram maior consciência corporal e faz com que as crianças fiquem mais envolvidas com o dia a dia e disponíveis para dialogar com o conhecimento.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Resultado da Interdisciplinaridade





A dança é uma atividade que envolve diversos aspectos de aprendizagem, com ela é possível desenvolver de forma integral e cognitiva, o social e o afetivo mostrando um melhor desempenho após a sua aprendizagem e prática.
O ensino da dança na escola aparece nas disciplinas de Arte e Educação Física e deveria ser abordada de forma mais ampla e significativa. Uma das aproximações exigentes entre as áreas de Arte e Educação Física se refere à utilização e movimento do corpo, isto significa, que tanto uma quanto a outra área "utilizam a expressão corporal como linguagem".
A inclusão da dança nos PCN's visava encarar o ensino da dança como uma atividade educativa, recreativa e criativa, e também propiciar situações para a construção do conhecimento, independente de se estar brincando, pulando ou dançando. Teoricamente a proposta de inclusão da dança nos PCN's é bastante significante para a nossa atual visão de educação, porém é preciso ser reavaliada a prática dessa proposta, pois o que temos não é um recurso para o aprendizado, mas uma forma de descanso, de diversão e, até mesmo um recurso na falta de conteúdo programático. Nessa perspectiva, hoje a dança é compreendida por muitos por seu valor em si, muito mais do que um passatempo, um divertimento ou um enfeite. A dança é tão importante quanto falar, cantar, brincar, inclui uma riqueza de movimentos que envolve corpo, espírito, mente e emoções, que enriquece a aprendizagem.





Através da dança o indivíduo é capaz de demonstrar aquilo que ele pensa, que ele entende, ou seja, ele é capaz de demonstrar os seus conhecimentos e habilidades, de maneira mais transparente possível, ele se expõe por completo.
Contudo, a dança ao ser inserida ao conteúdo escolar não pretende formar bailarinos, antes disso, consiste em oferecer ao aluno uma relação mai afetiva e intimista com a possibilidade de aprender e expressar-se criativamente através do movimento. Nessa perspectiva, o papel da dança na educação é o de contribuir com o processo de ensino-aprendizagem, de forma a auxiliar o aluno na construção do seu conhecimento. E também, assistir o professor enquanto recurso pedagógico.






Pesquisa: http://www.scielo.br/pdf/rbefe/v28n3/1807-5509-rbefe-28-03-00505.pdf

http://www.webartigos.com/artigos/a-danca-como-metodo-de-educacao-interdisciplinar/87276/

http://monografias.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-importancia-danca-no-processo-ensino-aprendizagem.htm

domingo, 16 de outubro de 2016

Escola e a Dança




Dançar é uma das maneiras mais divertidas e adequadas para ensinar, na prática, todo o potencial de expressão do corpo humano. Enquanto mexem o tronco, as pernas e os braços, os alunos aprendem sobre o desenvolvimento físico. Introduzir a dança na escola equivale a um tipo de alfabetização. "É um ótimo recurso para desenvolver uma linguagem diferente da fala e da escrita, aumentar a sociabilidade do grupo e quebrar a timidez", afirma Atte Mabel Bottelli, professora da Faculdade Angel Viana e da Universidade Federal do Rio de Janeiro. E o melhor: o trabalho pode ser feito com turmas de todas as idades e de forma interdisciplinar, envolvendo as aulas de Artes e de Educação Física.


Espaço Brincar - São Paulo



Os professores de Educação Infantil Sílvia Lopes, Bruno Quintas e Yvan Dourado desenvolvem estratégias lúdicas para fazer as crianças se mexerem. Pesquisadora da cultura popular, Sílvia resolveu ensinar alguns passos de frevo à turma.



Antes, recorreu às brincadeiras infantis e à contação de histórias. "Não adianta trazer a coreografia pronta", alerta a professora. "Os alunos querem participar da criação e precisam descobrir, primeiro, que movimentos já sabem fazer." 


                                  



Para despertar nos alunos o interesse pela dança, é preciso levar em consideração o repertório artístico que eles têm, deixar bem claro que homem também dança e, claro, convidar a turma toda para participar.







Pesquisa:
http://novaescola.org.br/conteudo/199/danca-escola-educacao-pra-la-fisica

Dança é para todos!!!



Sinta o embalo do movimento...

Trabalhar o pedagógico embasado, mas para os alunos soar como lazer e atividade lúdica”. Esta é a declaração da professora de dança Dafne Sense, que destaca também que educar por meio da dança é exercitar a democracia, já que todos podem se expressar pelo corpo.”

Hip Hop

Muitos dizem que é a "CNN da periferia", ou seja, que o hip hop seria a única forma da periferia, dos guetos expressarem suas dificuldades, suas necessidades de todas classes excluídas. O nome HIP HOP surgiu no Brasil na década de 80. Ainda não existiam movimentos que retratavam exatamente o fundamento, o significado na íntegra desta cultura, porque todo aquele povo da época (a grande maioria) desconhecia este nome HIP HOP. O que na época foi propagado e muito na mídia, era a febre chamada BREAK DANCE.

Break era a dança do momento na época, que jamais deixou de ser um elemento importantíssimo e imprescindível para o crescimento do movimento no Brasil. Em todos os lugares via-se pessoas com roupas coloridas, óculos escuros, tênis de botinha, luvas, bonés e um enorme rádio gravador mostrando os primeiros passos, do que se tornaria mais tarde uma cultura bem mais complexa.


A dança do hip hop é uma forma divertida e eficaz para queimar calorias e obter o exercício para o coração. Esta rotina de alto impacto cardio envolve todo o corpo e ajuda a construir o tônus muscular. Se você incorporar a dança hip hop em sua rotina de exercícios, você pode experimentar um aumento no seu nível de energia e uma melhoria na sua aptidão física geral.


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Samba

O samba surgiu da mistura de estilos musicais de origem africana e brasileira. O samba é tocado com instrumentos de percussão (tambores, surdos timbau) e acompanhados por violão e cavaquinho. Geralmente, as letras de sambas contam a vida e o cotidiano de quem mora nas cidades, com destaque para as populações pobres. O termo samba é de origem africana e tem seu significado ligado às danças típicas tribais do continente.

As raízes do samba foram fincadas em solo brasileiro na época do Brasil Colonial, com a chegada da mão de obra escrava em nosso país.

Se pensarmos na importância do samba para a cultura brasileira e do compromisso da escola com questões culturais, podemos dizer que o samba deve sim estar presente nas salas de aula.  
O samba conta histórias, remete ao passado, fala de futuro. É contestador, traz consigo as lutas e vitórias do povo brasileiro. É, indiscutivelmente, um documento nacional, que revela as diferentes etapas de nossa história.

Por ter tamanha riqueza histórica e cultural esse ritmo pode ser extremamente enriquecedor em sala de aula. Por meio de uma aula dinâmica e aquecida pelo batuque do samba, os alunos podem aprender a história do país, além de serem estimulados a entender e valorizar a cultura da qual fazem parte.
Mesmo os que não simpatizam com o som do tambor e cavaquinho podem tirar proveito do samba, afinal, ele é muito mais do que simples entretenimento, é expressão cultural, social, artística e carrega consigo o multiculturalismo e a pluralidade brasileira.

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Salsa

A salsa é uma mistura de músicas caribenhas surgida nos anos 60, em Cuba, mais precisamente em Havana nos famosos Cabarés.

A dança chegou em solo americano no início dos anos 70, em Nova Iorque, e se espalhou nos EUA e Porto Rico, posteriormente chegou a outros países de língua espanhola. Nos anos 80, a salsa foi dominada pelo merengue da República Dominicana e pela música disco. Nessa época houve uma mudança no ritmo. Surgiu uma nova geração de músicos, que transformaram o cenário da música latina e criam a chamada “salsa erótica”, trazendo uma nova atenção ao gênero. No ano 2000, surge no Brasil a primeira companhia especializada em salsa que, em 2001, cria o Encontro Nacional de Salsa, evento que acontece todos os anos e que se transformou no Congresso Mundial de Salsa do Brasil.

Característica da Dança


A maneira de dançar a salsa foi se transformando conforme foi chegando às cidades do oriente, com os movimentos mais suaves. O cavalheiro mantém a mesma postura do ritmo “son montuno”, apenas alterando da extremamente inclinada por uma mais moderada. Nesta época, uma característica fundamental desta dança era o movimento da caixa torácica, que se inclinava para esquerda.

Em Havana, também aconteceram algumas transformações: a dança passa a adquirir outras características e influências. Uma vez que a música ganha diversidade, a dança evoluía paralelamente. Assim, começaram a parecer os primeiros movimentos com giros. Na salsa, existem movimentos importantes para quem prefere dançar sozinho, ou para aqueles momentos em que os casais dançam separados, que se chama “shine”. Essa variação é o estilo para se dançar solto envolvendo técnica, ritmo, equilíbrio e aprendizado corporal.

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Jazz

Ao contrário do ballet, uma dança tipicamente erudita, o jazz se caracteriza por ser uma dança bastante popular. Acredita-se que a manifestação da dança jazz tenha surgido paralelamente ao desenvolvimento da música jazz, o que remeteria os créditos da dança à parte da população negra estadunidense, assim como se credita a origem musical.

As semelhanças com a música jazz não param por aí: se a principal característica do jazz música é o improviso, a principal característica do jazz dança também é o improviso. Isso significa que há uma maior liberdade de movimento para a composição da dança, quando comparada às danças clássicas. Ainda assim, muitos de seus movimentos básicos têm origem no ballet clássico e na dança moderna.
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É possível descrever essa dança como uma manifestação corporal acompanhada de música, marcada pela polirritmia (quando o corpo acompanha vários ritmos simultaneamente), movimentos sincopados (quando há rompimento dos movimentos já internalizados e estabelecem-se outros padrões de movimentos) e pelo swing. Ainda que a influência da música jazz seja bastante intensa sobre a constituição dessa dança, sua prática não necessariamente é acompanhada desse estilo de música, o que permite ao praticante liberdade também na escolha musical.








sábado, 15 de outubro de 2016

INCORPORANDO A DANÇA NA ESCOLA


A dança nada mais é do que uma das muitas expressões corporais e  formas de comunicação humana. Agindo como fenômeno artístico, fenômeno expressivo, fenômeno comunicativo e humano. Ela aparece em duas formas: a teatral e a social. No primeiro caso, é executada num palco, tendo como estilos principais o medieval e o balé (clássico, moderno e contemporâneo). No outro, ela é praticada ao ar livre ou em clubes de baile.  Pensando sobre a dança no seu contexto geral poderíamos ter três concepções de metodologia que podem ser aplicadas na escola :


  1. Crítica
  2. Liberdade e espontaneidade
  3. Socialização e compartilhamento de conhecimento

Junto a proposta dessa metodologia cabe pensar nas estratégias que serão usadas nas escolas para fundamentar e aplicar em sala algo que para muitos não passa de um subsídio de faixada ou algo sem relevância com a vida e com a aprendizagem do aluno.
Mas os objetivos traçados pelo professor irão caracterizar quais as melhores técnicas para a aplicação dessa proposta.
Apesar do grande preconceito tantos dos alunos quanto do corpo da escola, são fáceis as soluções a serem aplicadas nas aulas, citando algumas como:


  1. Atividades Lúdicas: jogos, brincadeiras, mimicas, interpretações de cenas e musicas.
  2. Atividades técnicas: exercícios técnicos de dança, improvisação e atividades de conscientização corporal.
  3. Atividades inspiradas no cotidiano: a exploração de danças e movimentos do cotidiano e temas da cultura brasileira.



Segue um plano que fará você entender um pouco do que tratamos acima:


Livro indicado para a obtenção de um conhecimento mais amplo sobre a temática:


Pesquisa:
http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/05/03/lei-inclui-artes-visuais-danca-musica-e-teatro-no-curriculo-da-educacao-basica
http://acervo.novaescola.org.br/arte/pratica-pedagogica/corpo-movimento-aprendizagem-514704.shtml

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

AULA COM A PROFESSORA KATIA BOTTO

Sequência de Samba e Forró - Academia SIX



Vídeo feito por Katia Botto


Benefícios da Dança para a Aprendizagem





A dança é uma modalidade de exercício associado ao prazer. Dançar é queimar calorias e participar de um ato lúdico ao mesmo tempo. O corpo beneficia-se com os movimentos da dança, trabalhando músculos e o condicionamento cardio-respiratório. A dança também trabalha o equilíbrio e a postura, trazendo a quem a executa uma maior segurança com a elevação da autoestima. Para pessoas com problemas de inibição, dançar pode ser um recurso poderoso para a socialização e o desbloqueio da capacidade de expressar-se diante de grupos.

Em ambientes escolares ou acadêmicos, ainda temos modelos de comportamentos e posturas limitadas em cadeiras, carteiras, mesas e salas com espaços reguladores. Esses ambientes invariavelmente tem o poder disciplinador e opressor, principalmente para pessoas com um certo nível de timidez. Em uma sala cheia, levantar o braço para um questionamento, ou falar mais alto para um aluno tímido, pode ser um verdadeiro desafio e alguns podem evitar fazê-lo com receio de chamar a atenção para si. Quando trabalhamos a dança nesse indivíduo, estamos fornecendo a ele instrumentos para o desbloqueio de sua expressão diante do mundo.

Dançar é expor-se, é mostrar-se, é transgredir o modelo formal de comportamento que "engessa" e limita. Ao expor-se através do movimento na música, o aluno aprende a soltar progressivamente suas "amarras" ao expressar-se pela dança, o que vai agregando a ele autoconfiança e a capacidade de falar em público, arriscar-se em uma pergunta ou discordar de algo. A dança nesse sentido, acaba por beneficiar o rendimento de um indivíduo em qualquer ambiente de aprendizagem. 

Dança e Educação

                                           
            

Ainda nos dias atuais a dança e a Educação mostraram-se pertencentes a universos antagônicos, diferentes, distantes e isolados, como se uma negasse a outra, não podendo estar aliadas porque a dança unifica o homem, a educação precisa dividi-lo; a dança une os homens, a educação os separa; a dança não visa à produção, a educação visa primeiramente e fundamentalmente à produção. Porém é chegado o momento de desmistificação de tal concepção e mostrar o elo Dança-Educação, diante das contribuições que apresenta para a formação crítica e para o desenvolvimento integral do ser humano.


Ao ingressar na escola a criança traz consigo um conhecimento amplo a respeito de seu corpo, mas que muitas vezes não foi despertado. A criança nasce, desenvolve-se e cresce, vivenciando experiências através do próprio corpo. Este é o meio de ação para explorar e conhecer o espaço em que vive, interagindo com as pessoas que a cercam. Em todas as fases, observa-se a importância do corpo como forma de expressar emoções. Não é possível ouvir uma música sem que seu corpo a traduza em movimentos. Antes de o homem falar, ele dançou. Foi por meio do movimento que ele comunicou com os seus e com a natureza. A dança ligada à música foi a primeira manifestação humana. Ela foi na pré-história uma forma de comunicação, religião, divertimento e conhecimento

Desta forma, não poderia a dança ser uma forma de educação? Segundo Steinhilber (2000, p. 8): “Uma criança que participa de aulas de dança [...] se adapta melhor aos colegas e encontra mais facilidade no processo de alfabetização.”

Resultado de imagem para dança e educação
A dança na escola não deve priorizar a execução de movimentos corretos e perfeitos dentro de um padrão técnico imposto, o que gera competitividade entre os alunos. Deve partir do pressuposto de que o movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de expressar-se em variadas linguagens, desenvolvendo a autoexpressão e aprendendo a pensar em termos de movimento.







O aprendizado da dança deve integrar o conhecimento intelectual e criatividade do aluno, desenvolvendo os pilares da educação:
    1) aprender a conhecer;
    2) aprender a fazer;
    3) aprender a viver juntos;
    4) aprender a ser.
As propostas de Laban e Freinet podem integrar-se numa proposta de ensino de Dança Educativa nas escolas, por contribuírem para o desenvolvimento do educando nos aspectos:
    1) aprendizagem
    2) compromisso
    3) cidadania
    4) responsabilidade
    5) interesse
    6) senso-crítico
    7) criatividade
    8) desenvolvimento
    9) socialização
    10) comunicação
    11) livre – expressão
    12) respeito
A proposta de Rudolf Laban possibilita ao aluno expor-se por seus próprios movimentos. Não ensina apenas a forma ou a técnica, mas educa conforme o vocabulário de movimento de cada um, contribuindo para o desenvolvimento emocional, físico e social do participante.

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Para Achcar (1998), a dança desenvolve estímulos como: tátil – sentir os movimentos e seus benefícios para o corpo; visual – ver os movimentos e transformá-los em atos; auditivo – ouvir a música e dominar o seu ritmo; afetivo – emoções e sentimentos transpostos na coreografia; cognitivo – raciocínio, ritmo, coordenação; motor – esquema corporal, coordenação motora associada ao equilíbrio e flexibilidade.

A dança educativa revela a alegria de se descobrir através da exploração do próprio corpo e das qualidades de movimento. Através da utilização de uma metodologia específica, busca-se o alcance de qualidades físicas e psíquicas próprias da infância e da adolescência.





Dançando na Escola

Aula de Dança de Salão na Escola Municipal Tasso da Silveira

Após o trágico ataque ocorrido no dia 07 de Abril de 2011 na Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada em Realengo, quando 12 crianças foram mortas a tiros por um ex-aluno que após o massacre, suicidou-se, os professores de dança de salão, Jefferson Thomaz e Katia Botto, se dispuseram a ir dar uma aula aberta a todos os alunos interessados em aprender os primeiros passos do bolero, ritmo de origem latina, típico da dança a dois. O propósito dessa aula, foi minimizar o clima de tristeza e abatimento entre os alunos, trazendo um pouco de música e movimento corporal. A aceitação foi excelente, a maioria se propôs a participar da aula, executada no pátio da escola. Como professora, eu Katia Botto, acredito que a dança a dois estimula o companheirismo, o respeito mútuo e a autoestima, promovendo uma saudável socialização entre os integrantes das turmas, diminuindo inibições e traumas pessoais. O vídeo abaixo mostra um trecho dessa aula, nesse momento liderada pelo professor e dançarino Jefferson Thomaz, que curiosamente estudou na mesma escola quando criança, além de ser um morador da mesma rua. O resultado dessa aula mostrou claramente os benefícios que a dança pode trazer em situações pós-traumáticas, transformando tensões em sorrisos. 




sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Vontade de dançar

Dançar é uma compulsão



Mexer o corpo ao som de uma melodia, instrumento ou marcação de um ritmo por palmas, é em vários momentos para muitas pessoas algo quase inevitável. O corpo necessita de movimentos e a música ou o som ritmado, estimula fortemente para o que chamamos de dança corporal. Não é um privilégio de dançarinos esse impulso ao movimento associado à música, podemos presenciar isso na maioria dos seres humanos desde a mais tenra idade. Uma música ou batuque ecoa nos corpos em filas de mercados, através de um suave balanço que se inicia em muitas pessoas presentes. Às vezes, é só um movimento de cabeça ritmado, mas é quase involuntário, acontece. Mesmo quando sentados, nos pegamos batendo os pés, batucando em uma mesa ou sacudindo o tronco. Fato: todo corpo dança ou deseja dançar. O movimento corporal passa a ser uma resposta ao estímulo sonoro e a dança se revela sutil ou marcante, vai depender do grau de inibição, do ambiente e do momento, a intensidade com que ela se manifesta. Para os que se entregaram totalmente à arte de dançar, ela é parte indivisível de suas almas e o que pode parecer mera compulsão é a comunicação de sensações, de  emoções  ou de algo que não é possível ser dito de outra forma. É uma necessidade que só os que dançam conseguem entender. Dança é expressão, é revelação de vida e é terapia sim senhor.


Historia da dança

HISTÓRIA DA DANÇA






Para dançar basta querer, é só começar! A dança é uma das expressões artísticas mais antigas. Na pré-história dançava-se pela vida, pela sobrevivência, o homem evoluiu e a dança obteve características sagradas, os gestos eram místicos e acompanhavam rituais. Na Grécia, a dança ajudava nas lutas e na conquista da perfeição do corpo, já na Idade Média se tornou profana, ressurgindo no Renascimento. A dança tem história e essa história acompanha a evolução das artes visuais, da música e do teatro.



Dança Primitiva


A dança nasceu associada às práticas mágicas do homem, com o desenvolvimento da civilização, o rito separou-se da dança.
O homem dançava pela sobrevivência, dançava para a natureza em busca de mais alimentos, água e também em forma de agradecimento. A dança era quase um instinto e esses acontecimentos registrados nas paredes de cavernas em forma de desenhos, ficaram conhecidos como arte rupestre.
O homem primitivo pintava nas paredes das grutas, cavernas e galerias subterrâneas cenas de caça e rituais que representavam a caçada. Pareciam acreditar ser possível, pela representação pictórica, alcançar determinados objetivos, como abater um animal, por exemplo.




Danças Milenares


Egito: a dança no antigo Egito era ritualística e tinha características sagradas. Dançava-se para os Deuses, em casamentos e funerais.
Grécia: a dança originou-se de rituais religiosos, os gregos acreditavam no seu poder mágico, assim os vários deuses gregos eram cultuados de diferentes maneiras. As danças preparavam fisicamente os guerreiros e sempre eram feitas em grupos. A dança era muito difundida na Grécia Antiga, importante no teatro, a dança se manifestava por meio do coro.
Roma: a dança entra em decadência, pois nunca foi privilegiada e só vai recuperar sua importância no Renascimento.
Idade Média: nesse período, a dança, como todos os outros movimentos artísticos, sofreu um retrocesso. A dança, pelo fato de se utilizar do corpo como expressão, foi considerada profana, porém, continuou sendo praticada pelos camponeses.
Renascimento: a dança ressurge, é apreciada pela nobreza adquirindo um aspecto social e tornando-se mais complexa, passa a ter estudos específicos feitos por pessoas e grupos organizados sendo conhecida como balé. Até essa época a dança era algo improvisado, só a partir do Renascimento passa de atividade lúdica, de divertimento, para uma forma mais disciplinada, surgindo repertórios de movimentos estilizados. O uso do termo balé, na época balleto, significava um conjunto de ritmos e passos. A moda do balleto na Itália se espalhou também pela França durante o século XVI.
O século XVII é considerado o grande século do balé, saindo dos salões e transferindo-se para os palcos, provocando mudanças na maneira de se apresentar surgindo, assim, os espetáculos de dança.
A partir do século XVIII o drama-balé-pantomima é executado nos palcos dos teatros por verdadeiros profissionais de ambos os sexos. A dança adquire todo o seu esplendor, com ricos e belos cenários e figurinos. O balé passa a contar uma história com começo, meio e fim.
Romantismo: o termo Romantismo é absorvido pelo balé que, até aquela época, falava de histórias de fadas, bruxas e feiticeiras. Procurou recuperar a harmonia entre o homem e o mundo. É nessa época, século XVIII, que os bailarinos começam a usar sapatilhas, completando a revolução do balé.
Na segunda metade do século XIX uma mulher novamente iria revolucionar toda a dança, era Isadora Duncan, provocando uma imensa renovação com uma dança mais livre, mais solta, mais ligada à vida real.


Dança Moderna


Dança Moderna: a dança moderna é uma negação da formalidade do balé. Os bailarinos trabalham mais livres, porém não rompem completamente com a estrutura do balé clássico. Os movimentos corporais são muito mais explorados, existe um grande estudo das possibilidades motoras do corpo humano. Solos de improvisação são bastante frequentes.
Martha Grahan e Nijinski são os grandes revolucionários da dança dessa época. Serge Pavlovitch Diaglhilev, ou Nijinski, russo, mesmo não sendo um dançarino, criou condições míticas para a dança. Marta Grahan nos Estados Unidos na década de cinquenta criou uma nova maneira de dançar independente da música, baseando-se principalmente nos sentimentos que qualquer som pode provocar, abrindo espaço para todas as possibilidades da dança.



Dança Contemporânea


A arte contemporânea é complicada de se compreender. Por quê? É algo que não é previsível, é o novo, é a ruptura com aquilo que conhecemos como arte. Na dança, a contemporaneidade fica mais evidente, pois ela deixa de ter uma estrutura clara, preocupando-se mais com a transmissão de conceitos, ideias e sentimentos do que com a estética.
A dança contemporânea surgiu na década de 1960, como uma forma de protesto ou rompimento com a cultura clássica. Depois de um período de intensas inovações e experimentações, que muitas vezes beiravam a total desconstrução da arte, finalmente - na década de 1980 - a dança contemporânea começou a se definir, desenvolvendo uma linguagem própria. Os movimentos rompem com os movimentos clássicos e os movimentos da dança moderna, modifica o espaço, usando não só o palco como local de referência.
A dança contemporânea é uma explosão de movimentos e criações, o bailarino escreve no tempo e no espaço conforme surgem e ressurgem ideias e emoções. Os temas refletem a sociedade e a cultura nas quais estão inseridos, uma sociedade em mudança, são diversificados, abertos e pressupõem o diálogo entre o dançarino e o público numa interação entre sujeitos comunicativos. O corpo é mais livre, pois é dotado de maior autonomia.
A dança contemporânea é uma circulação de energia: ora explosiva, ora recolhida. A respiração, a alternância da tensão e do relaxamento em Martha Graham, o desequilíbrio e o jogo do corpo com a gravidade em D.Humphrey; E.Decroux faz trabalhar o diálogo da pele e do espaço retornando às origens do movimento.
A dança contemporânea não possui uma técnica única estabelecida, todos os tipos de pessoas podem praticá-la.


Fontes consultadas:

www.centroartisticodedanca.com.br

www.edukbr.com.brwww.brasilescola.com

mundodadanca1.blogspot.com
portfoliodedanca.hdfree.com.br

http://www.arte.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=102#primitiva