A dança é uma modalidade de exercício associado ao prazer. Dançar é queimar calorias e participar de um ato lúdico ao mesmo tempo. O corpo beneficia-se com os movimentos da dança, trabalhando músculos e o condicionamento cardio-respiratório. A dança também trabalha o equilíbrio e a postura, trazendo a quem a executa uma maior segurança com a elevação da autoestima. Para pessoas com problemas de inibição, dançar pode ser um recurso poderoso para a socialização e o desbloqueio da capacidade de expressar-se diante de grupos.
Em ambientes escolares ou acadêmicos, ainda temos modelos de comportamentos e posturas limitadas em cadeiras, carteiras, mesas e salas com espaços reguladores. Esses ambientes invariavelmente tem o poder disciplinador e opressor, principalmente para pessoas com um certo nível de timidez. Em uma sala cheia, levantar o braço para um questionamento, ou falar mais alto para um aluno tímido, pode ser um verdadeiro desafio e alguns podem evitar fazê-lo com receio de chamar a atenção para si. Quando trabalhamos a dança nesse indivíduo, estamos fornecendo a ele instrumentos para o desbloqueio de sua expressão diante do mundo.
Dançar é expor-se, é mostrar-se, é transgredir o modelo formal de comportamento que "engessa" e limita. Ao expor-se através do movimento na música, o aluno aprende a soltar progressivamente suas "amarras" ao expressar-se pela dança, o que vai agregando a ele autoconfiança e a capacidade de falar em público, arriscar-se em uma pergunta ou discordar de algo. A dança nesse sentido, acaba por beneficiar o rendimento de um indivíduo em qualquer ambiente de aprendizagem.

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