Ainda
nos dias atuais a dança e a Educação mostraram-se pertencentes a
universos antagônicos, diferentes, distantes e isolados, como se uma
negasse a outra, não podendo estar aliadas porque a dança unifica o
homem, a educação precisa dividi-lo; a dança une os homens, a
educação os separa; a dança não visa à produção, a educação
visa primeiramente e fundamentalmente à produção. Porém é
chegado o momento de desmistificação de tal concepção e mostrar o
elo Dança-Educação, diante das contribuições que apresenta para
a formação crítica e para o desenvolvimento integral do ser
humano.
Ao
ingressar na escola a criança traz consigo um conhecimento amplo a
respeito de seu corpo, mas que muitas vezes não foi despertado. A
criança nasce, desenvolve-se e cresce, vivenciando experiências
através do próprio corpo. Este é o meio de ação para explorar e
conhecer o espaço em que vive, interagindo com as pessoas que a
cercam. Em todas as fases, observa-se a importância do corpo como
forma de expressar emoções. Não é possível ouvir uma música sem
que seu corpo a traduza em movimentos. Antes de o homem falar, ele
dançou. Foi por meio do movimento que ele comunicou com os seus e
com a natureza. A dança ligada à música foi a primeira
manifestação humana. Ela foi na pré-história uma forma de
comunicação, religião, divertimento e conhecimento.
Desta forma,
não poderia a dança ser uma forma de educação? Segundo
Steinhilber (2000, p. 8): “Uma criança que participa de aulas de
dança [...] se adapta melhor aos colegas e encontra mais facilidade
no processo de alfabetização.”

A dança na escola não deve priorizar a execução de movimentos corretos e perfeitos dentro de um padrão técnico imposto, o que gera competitividade entre os alunos. Deve partir do pressuposto de que o movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de expressar-se em variadas linguagens, desenvolvendo a autoexpressão e aprendendo a pensar em termos de movimento.
A dança na escola não deve priorizar a execução de movimentos corretos e perfeitos dentro de um padrão técnico imposto, o que gera competitividade entre os alunos. Deve partir do pressuposto de que o movimento é uma forma de expressão e comunicação do aluno, objetivando torná-lo um cidadão crítico, participativo e responsável, capaz de expressar-se em variadas linguagens, desenvolvendo a autoexpressão e aprendendo a pensar em termos de movimento.
O
aprendizado da dança deve integrar o conhecimento intelectual e
criatividade do aluno, desenvolvendo os pilares da educação:
1)
aprender a conhecer;
2)
aprender a fazer;
3)
aprender a viver juntos;
4)
aprender a ser.
As
propostas de Laban e Freinet podem integrar-se numa proposta de
ensino de Dança Educativa nas escolas, por contribuírem para o
desenvolvimento do educando nos aspectos:
1)
aprendizagem
2)
compromisso
3)
cidadania
4)
responsabilidade
5)
interesse
6)
senso-crítico
7)
criatividade
8)
desenvolvimento
9)
socialização
10)
comunicação
11)
livre – expressão
12)
respeito
A
proposta de Rudolf Laban possibilita ao aluno expor-se por seus
próprios movimentos. Não ensina apenas a forma ou a técnica, mas
educa conforme o vocabulário de movimento de cada um, contribuindo
para o desenvolvimento emocional, físico e social do participante.

Para
Achcar (1998), a dança desenvolve estímulos como: tátil – sentir
os movimentos e seus benefícios para o corpo; visual – ver os
movimentos e transformá-los em atos; auditivo – ouvir a música e
dominar o seu ritmo; afetivo – emoções e sentimentos transpostos
na coreografia; cognitivo – raciocínio, ritmo, coordenação;
motor – esquema corporal, coordenação motora associada ao
equilíbrio e flexibilidade.
A
dança educativa
revela
a alegria de se descobrir através da exploração do próprio corpo
e das qualidades de movimento. Através da utilização de uma
metodologia específica, busca-se o alcance de qualidades físicas e
psíquicas próprias da infância e da adolescência.

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